quarta-feira, 30 de maio de 2007

Frio.....

Ohayou,
Frio...
Esta é minha tela do computador...À esquerda, no campo superior, vemos uma imagem em tempo real de Montreal, Québec. Logo abaixo, uma visão, também em tempo real, da noite no Japão. Existe um relógio do lado direito, marcando quase 8:30h da manhã, e quase no meio da tela, bem no alto, a temperatuda em Little London...5°C.
Se pensarmos que a região que eu moro aqui na cidade é próxima de um parque ecológico, com muito verde, que estamos em um nível acima do restante da cidade, e que o apartamento em que a gente vive quase não pega sol....fora o fato de estar ventando muiiiiito lá fora, podemos considerar uns 3°C a nossa temperatura aqui em casa, rssss!
Emocionante não?
Continuo extremamente preocupado com os -30°C em Montreal, mas tudo bem, até lá eu acostumo...espero.
Bom dia a todos, que o dia de vcs seja iluminado, que Deus abençoe e proteja, e até a próxima.

TeleTela...

Sentidos...
Num simples toque...
porque somos feitos de pele e sentidos.
Mas também de pele e espinhos.
Necessitamos carinho. Ah, ninguem me fez um cafuné hoje...!!?! E eu vou ficar de braços cruzados?
Faço eu mesmo em mim! Louco? Não tenho este direito?
Sentir-se. Faz parte de ser livre. Poder se tocar, começar a se amar. Sentir seu corpo, perceber seu limite.
Limite físico, da alma, do pensamento. Seu pensamento não consegue ultrapassar este limite físico que vc sente ao se tocar. Abraçar a si mesmo. Se dar carinho, e por que não? Um simples toque...um aperto de mão, abraço apertado...Quando estamos longe percebemos o quão valioso são estes pequenos gestos.
E eu estou indo pra longe gente.
Ou pra perto, depende de quem estiver lendo.
Que teimosia é esta que insiste em me convencer que podemos sonhar e desejar o "suave" vivendo em um mundo cítrico? Azedo, espinhoso? A mesma teimosia que nos faz escrever, pintar, desenhar, musicar, sorrir. A mesma insistencia que faz com que acordemos todos os dias, e digamos não à depressão, não ao não tentar, não a tudo o que possa nos deixar prostrados diante de algo aparentemente inevitável.
Bom...inevitável é a minha felicidade. Não existe outra alternativa, entenderam? Não há outra opção, a não ser "ser feliz".
Como isto se dá, ai é tarefa de cada um. Podem os filósofos tentar decifrar o tempo que o homem vive, mas cabe a cada um de nós entender o seu próprio tempo. Eu por exemplo, cheguei a conclusão que estamos vivendo uma nova idade média. Sim...preconceitos a parte, que nos foi ensinado desde cedo, este período foi bastante interessante sob certos aspectos. Gosto da idéia do homem da idade média ser um especialista em tudo. Ele sabia de matemática, filosofia, alquimia, química, astronomia, astrologia, física...Com o tempo, veio a especialização, e o tédio reinou sobre o conhecimento. Notaram como isto vem mudando de tempos pra cá? Aos poucos, um especialista precisava dominar uma outra área do conhecimento, e isto foi crescendo, e hoje enxergamos o macro novamente como a real fonte de sabedoria. É preciso saber tudo, entender tudo, porque tudo está ligado, não há divisão entre psicologia e nutrição, biologia e história. Um dia li um artigo falando sobre como nutricionistas ajudaram antropólogos a entender achados arqueológicos.
O homem da idade média também era um homem do mundo. Um verdadeiro cidadão do mundo. Víamos um italiano ativo na corte sueca, um austríaco na corte espanhola, um mercador português passeando pelo libano. Aí vieram os tempos modernos, as nações deixaram de ser povos, e passaram a ser estados, e vivemos nazismos, fascismos, ufanismos, militarismos, e tantos outros maluquismos...Hoje, sou um cidadão do mundo.
Vou andar pelo mundo, porque faço parte dele. Vou descobrir tudo o que puder descobrir, porque tudo está ligado, unido, atado.
A teoria do Caos, táquions, receita de bolo, onças em extinção, o aumento da temperatura global, o aumento da minha conta de luz...tudo isto está ligado e me interessa. Ou quase tudo...continuo sem querer saber de futebol. Acho que por isto mesmo posso dizer que sou um homem moderno, rs!
No brilho da tela....se revelam paixões, encontros, reencontros, lazer, prazer, curiosidade, nostalgia.
No brilho da teletela do bem, eu escrevo e sou lido. Leio e absorvo. Um toque virtual, e sinto prazer. De saber que meu amigo ainda é meu amigo, mesmo com tantos quilômetros nos separando.
Um toque virtual, um emoction que nos faz sorrir.
Brilho nos olhos.
Estou feliz.

terça-feira, 29 de maio de 2007

一人で alone

alone
Estava estudando japonês, quando me deparei com a palavra: alone. Não pesquisei a origem do termo no nosso idioma, nem sei ao certo se a palavra "sozinho" vem do latim...mas quando comecei a aplicar exercícios de memorização da nova palavra, verifiquei outras definições que o dicionário japonês oferece:
Sozinho,
Por você mesmo,
Voluntariamente,
espontâneamente,
automaticamente.
Fiquei pensando nos termos...A Solidão, ou pelo menos o "sentir-se sozinho" não precisa ser necessariamente algo que te oprima.
Solidão não é inércia, é movimento, aceleração, atitude. Se você está só, as coisas vão acontecer por você, e através de você mesmo, o que exige que você se apresente.
Só há você, lembre-se, e então, és obrigatoriamente o único voluntário.
Este despertar acontece de forma espontânea, e quando isto se torna uma realidade, um fato no seu dia a dia, passa a ser automático. Você não vive mais na inércia.
Você se movimenta, por que é você por você mesmo, e em muitos casos, pelos outros também, mesmo que você se sinta só. Solidão é oportunidade de ação. Estou obcecado por método...acho que amanha vou começar a ler um livro de Descartes sobre o tema. Ai eu posto aqui. Abçs a todos, e bom dia.

Divinamente belo

Hoje o pôr do sol estava divinamente lindo. Assisti por uns minutos ao fim do dia... Os raios, já enfraquecidos, se revelam mais belos ainda, e as poucas nuvens que se via no céu não eram um prenúncio de chuva...elas serviram apenas para tornar mais belo ainda o espetáculo. Como um quadro impressionista, as diversas colorações refletidas nas nuvens nos davam uma visão quase angelical.
Sinto-me muito bem neste lugar. Gosto muito mesmo, a ponto de não desejar sair daqui tão cedo. Amo as árvores do parque próximo ao condomínio, a localização mais ao alto do que o resto da cidade que nos oferece uma visão privilegiada do horizonte e se existe uma coisa que eu amo aqui que é totalmente diferente do Rio de Janeiro, é a visão do horizonte.
Na minha cidade, para termos algo parecido, era preciso ir a praia, ou então, como tantas vezes eu fiz, ir até as pedras do Arpoador (saudades...!!!) e assistir a beleza do horizonte tocando o mar. Mas aqui, podemos ter este deslumbre em terra mesmo, pra qualquer direção que se olhe, temos o esplendor de um horizonte sempre belo e surpreendente.
Amo a grama, verde espalhado por todos os lados...gosto de andar pela grama, sentir vida debaixo dos meus pés. Tudo o que gosto está sintetizado neste jardim do condomínio onde vivemos agora...ou quase tudo, é bem verdade que falta uma piscina, mas quem tem uma vista destas do pôr do sol, nem pensa muito em piscina. É bom que não nos distraímos, e então, nossa atenção passa a ser toda desviada para a paisagem.
Hoje cedo descobri um ninho de pássaros em uma árvore bem próxima à área de lazer do condomínio!
Os pássaros, lindos, estavam meio alvoroçados, creio que pela minha presença, tão próximo do ninho deles. Contei três ao todo. Os pássaros, que não faço idéia do nome que tenham, são brancos, como gaivotas, porém, com as asas escuras. O bico amarelo tem um detalhe próximo às narinas, mas tive apenas uma gestalt do mesmo, não consigo descrever agora como eram. O som que emitiam parecia um alerta, ou desafio, e era meio esganiçado, impossível para um cara como eu, que não tem controle nenhum das cordas vocais, e que canta pessimamente mal, reproduzir. Tenho vontade de filmar, e tirar fotos, e é bem provável que eu o faça de fato.
Amo esta experiência de se fotografar animais, e gostaria muito que isto viesse a ser uma atividade constante na minha vida, uma espécie de hobby, e espero ter algum filho comigo, para juntos vivenciarmos tão deliciosa experiência. É impressionante como as coisas mudam. Estava relatando aqui momentos doces que tive no dia de hoje, momentos que me ajudam a equilibrar as energias, a me manter firme e de pé, que renovam, atuam como um banho de vida, em meio a um desanimo que a vida nos causa. Estes momentos, para mim, são como uma recarga de bateria, um presente de Deus para alegrar nossos dias.
Gosto de viver e apreciar cada momento do dia, com olhos de turista, já dizia eu, tempos atrás. Apreciar cada canto da cidade e do lugar por onde você anda...quantas vezes não fazemos um caminho diário, e sequer olhamos para o alto, ou para os lados, a fim de reparar de verdade em tudo o que nos cerca?
A beleza tem como serventia aliviar o espírito, e ela se dá através da visão.
Como viver isto, se não aprendemos a olhar o mundo ao nosso redor?


Sorte na vida...


Forte, sorte na vida,
filhos feitos de amor...
Todo verbo que é forte
Se conjuga no tempo
Perto, longe o que for
Você não sai da minha cabeça
E minha mente voa
Você não sai, não sai, não sai, não sai...
Entre o céu e o firmamento
Não há ressentimento
Cada um ocupando o seu lugar
Não sai não, não sai, não sai, não sai, não sai...
Entre o céu e o firmamento
Existem mais coisas do que julga
O nosso próprio pensar
Que vagam como o vento
E aquele sentimento
de amor eterno
"The best in the world...love"

quarta-feira, 23 de maio de 2007

O Boboca


Por que será que existem dias e momentos que nos fazem ... nos sentir como verdadeiros idiotas? E por que será que as pessoas não tomam um tanto de cuidado antes de magoar ou chatear outrem?
Bom...hoje estou me sentindo ligeiramente...boboca!

domingo, 20 de maio de 2007

Feira em Londrina


Sabe...pra mim é uma vitória. Pode até ser bem tímida, mas ainda assim é uma vitória.
Durante muitos anos na minha vida, vivi oportunidades. Tudo parecia ser ao meu favor, e de fato o era. Mas com o passar do tempo, na medida que eu mesmo cometia erros e erros, as coisas (sempre as coisas, esta entidade misteriosa...) começaram a escapar do meu controle.
Diante de tantas adversidades, tenho uma pequena mas significativa vitória na minha carreira como artista digital.
Participei de uma feira de imóveis aqui em little london, e ao fundo desta imagem vocês poderão ver uma maquete que criei aqui na cidade. O cliente aparece comigo na foto.
A feira começou nesta sexta-feira e vai até hoje, domingo, no shopping catuaí, em LittleLondon.
Quem quiser acompanhar esta e outras criações digitais, pode visitar meu blog de CG.


War, Game e Japonês


Sim, é claro...esqueci de dizer no post abaixo que tenho outro motivo para o sumiço...game novo, rs! Bom, não tão novo assim, novo pelo menos para mim. Demais o 3d deste jogo, e me motivou bastante para me esforçar a trabalhar nesta área...vamos ver se até a minha viagem para o Canada eu já tenha gabarito suficiente para passear por esta área. Dar uma guinada radical na minha vida profissional e me dedicar a estes gráficos. A tempo, o jogo é Call of Duty 2.
Fico pensando também na vontade de fazer um curta com o Sérgio, grande Sérgio, mas até agora nada de roteiro né meu amigo? Bom, como já me convenci de que aqui no Brasil, em se plantando nada dá, resolvi me dedicar de vez ao estudo do japonês, e que delicia de idima, sabiam?
Acho que por conta do nosso portugues usar muito os radicais latinos e gregos, o que as vezes oculta o significado primeiro da palavra, ou das que a formam, eu me encanto com as descobertas que faço durante meu estudo de japonês.
Se alguma das três pessoas que leem meu blog se interessarem, eu publico aqui um post dedicado somente ao assunto, mas por enquanto, lá vai...somente como exemplo.
-Musica se escreve com o kanji de som, barulho e com o kanji de agradável, i.é , literalmente "som agradável"
-Fogos de Artificio é escrito com o kanji de flor e o de fogo, ou seja, "flor de fogo".
-Hoje é algo como "agora+dia".
-Universidade é "grande+escola", o que daria "escola grande", ou "escola para gente grande" penso eu, rs!
E por aí vai...como eu disse, se um dos meus três leitores quiser, ou eu teimar, eu faço um post legal com estes e outros exemplos...
Agora vou gamear um pouco.
Pra quem quiser ver, tem foto nova do Yan no nosso fotoblog
Bom Domingo pra vcs.

Doce rotina...


É verdade...faz tempos que não escrevo. Mas não foi nem por falta de assunto. Todo dia eu tinha algo para escrever, mas até que chegasse a hora de me sentar em frente ao pc para digitar algo, o feeling já tinha ido embora.
Muita coisa aconteceu durante estes dias...aniversário do filho, a filha fugindo de mim e me bloqueando no MSN para n me dizer as notas da escola, Mama vindo visitar a gente aqui na pequena Londres para a festinha do Yan, um trabalho grande para uma feira de imóveis aqui na cidade, etc etc etc.
Voltei a minha rotina querida, e uma das coisas que mais tenho gostado de fazer é de curtir o por do sol daqui do condomínio onde estamos morando.
Assim, meio como um pedido de desculpas, deixo de presente esta foto. Já se disse que fotos de por do sol é um tema já batido, mas por mais que eu veja fotos deste tipo, nunca deixo de me encantar com elas...ainda mais quando foi a gente mesmo quem tirou a fotografia.
Imagine estar diante deste cenário, e ir assistindo pouco a pouco todas as nuances do fim do dia!
É um renovo diário que absorvo. Algo bem homeopático para aguentar as bad surprises da vida.
Um nascer e um por do sol bonito como este, é um lembrete de que o que vale a pena mesmo é ser feliz, e fazer de tudo por isto.
Sim, a vida é complicada, tá tudo uma bagunça, a gente deve dinheiro, faz planos que se atrapalham, rsss, briga com vizinho, reclama do barulho do apartamento ao lado, se preocupa com virus, gripe, dengue, bush, mas ainda assim, existem os pores do sol, rsss!
Pores do sol, gostei!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

SUGOI SAMUI


SUGOI SAMUI significa "Muito friiiio" em japones, rs. Esta foi a frase do dia, que voltou a circular a toda aqui em casa. Para quem não está aqui no sul maravilha, vale saber que aparentemente o frio chegou pra valer.
O que é mais bonito aqui, do ponto de vista de um carioca, é que apesar do vento e do frio, o tempo está bonito, com um céu azul gelado, nada parecido com o frio carioca, que precisa armar um temporal daqueles pra dar as caras. Pra se ter uma idéia, dormi na noite de terça com duas camisas, calça moleton, meia e duas cobertas, pense... Quando me deitei, tremendo de quase congelar, pensei em como vai ser quando eu estiver no Canadá, passando por invernos de -30C. Melhor ir me acostumando, rs!
Yan, tadinho, enfretando seu primeiro inverno, aumentou uns quilinhos, de tanta roupa que está usando. Quem quiser ver foto, e só ir até o nosso fotolog. O inverno todos já sabem, traz coisas tão gostosas quanto uma cerveja gelada na beira da praia no verão. Tomar chocolate quente, quente não, pelando, e aquecer as mãos no fogo, traz um certo charme ao dia, mesmo que seja toddy, cada um faz o que pode né? O importante é usar a imaginação, eu sempre digo isto.
Eu as vezes me sinto uma espécie de Peter Pan, diante de um pão com manteiga, imagino um verdadeiro banquete com direito a bacon com ovos, bolos diversos, sucos etc etc etc. Pra falar a verdade, cada refeição que temos aqui nesta terra, é em si um banquete, e devemos festejar da mesma forma.
Agradecer a Deus pelo alimento. "O pão nosso de cada dia nos dái hoje..."
Me lembrei agora de uma música do Caetano: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Bom este toddy viu?

sábado, 5 de maio de 2007

Hoje fez um dia bom!!!

Hoje fez um dia bom...Saímos pra resolver coisas, e resolvemos passear.
Ir a lojas, comer doce e salgado, rir e brincar com o filhote. Admirar a esposa bonita, comer hamburguer na barraca da esquina, alugar um bom filme, e esperar a noite terminar.
Sim, hoje nos esforçamos pra nos sentirmos felizes, e acho que conquistamos este direito.

Variações constantes

Perdi a conta dos eventos que se passaram nestes últimos anos.
Verdade é que, se por um lado, eles conseguiram (sim, na minha história existe um "eles") bombardear minha vida emocional e profissional, por outro, me deram a oportunidade de viver experiências que eu jamais sonharia em passar.
Estes anos de tratamento médico me deram a oportunidade de experimentar, e como o recomeço era uma meta, tive a chance única de reavaliar tudo em minha vida. E assim o fiz.
Virei a vida de ponta a cabeça...tantas vezes, que por muitas, fora ela que me virou.
Levei ao máximo a experimentação, a libertação, a consciência.
Analisei o mesmo fato por diversos ângulos. Tive a sorte de ter esta oportunidade. Dei giros de 360° em diferentes questões, e de tanto girar, acabar por vezes tonto.
Poucas pessoas conhecem um tanto da minha história, e provavelmente, ninguém a conheça por inteiro.
Alguns sabem mais do que outros, mas penso...infelizmente, ninguém conhece tudo. Gostaria de ter a oportunidade de passar mais tempo com os amigos, e assim, poder compartilhar um pouco da história das nossas vidas.
Gosto de ver meus amigos de dez anos atrás, às vezes mais...como a vida nos moldou hein? Como mudamos e como nos mantivemos constantes...!!!
Roupas novas para os mesmos pensamentos. Mas nem sempre...há casos de mudança total. Uma espiral de acontecimentos que nos trazem até o dia de hoje.
Sim, este período da minha vida me concedeu até o privilégio de meditar sobre a mesma...Poder refletir nos dias de hoje, de geração instantânea, é algo que eu devo me orgulhar.
Estava pensando sobre isto...Acompanhando a situação recente no Rio de Janeiro, e pensando em como um individuo pode influenciar seu coletivo, e na seqüência, uma reação deste mesmo coletivo, e na mesma seqüência, forçando novamente o individuo a tomar decisões...em um processo contínuo, onde a cada repetição deste padrão a gama de possibilidades e variantes é mais estreita que a sua antecessora.
A cada volta, os ponteiros se fecham mais, como se tudo fosse previsível. Como se não houvesse outra possibilidade de estarmos como estamos hoje.
Tudo compete para que o momento de agora exista, e talvez, não houvesse a possibilidade de ser diferente.
Seria algo como uma ‘fatalidade’, mesmo esta palavra sendo um tanto mal utilizada.
Um evento gerando outro, e este último, gerando um terceiro, que tem menos possibilidade de fugir ao padrão que o seu antecessor.
Considerações a parte, quando penso que foi preciso uma injustiça, para que eu tivesse a oportunidade de ser feliz, chego realmente a gostar desta idéia de fatalidade.
A questão é: “Se eu não tivesse sido prejudicado por uma gerente que não gostava de mim, e com isto, não tivesse sido forçado a tirar uma licença médica, e tido a oportunidade de em uma bela tarde, sentar-me diante do computador, e assim conhecer minha futura esposa, se não tivesse acontecido tudo isto, haveria uma outra possibilidade? Ou esta oportunidade teria se ruído de forma definitiva? Se não tivesse sido excluído por um chefe mal-intencionado, hoje eu estaria casado?
Se for este o caso, preciso ir correndo agradecer a quem um dia me fez mal, porque apesar de todas as dificuldades, sinto-me feliz com o que tenho.
Acho que é isto mesmo...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

É o tchan...!!!

São três horas da manhã
E eu estou com esta música na cabeça:
"A nova loira do tchan, é linda deixa ela entrar..."
Alguém pode me explicar o que está acontecendo?

Ser pai é...

Que bom que inventaram a mamadeira.
Assim dou de mamar ao meu filho
e posso brincar de ser mãe.

Rotinas e Surpresas


Acordei um tanto torto, como tem sido nas ultimas semanas. Mas hoje, de uma maneira ou de outra, eu sabia que teria que ser diferente.
Sabia que teria que tomar as rédeas novamente. Se tivesse que explicar como foram os últimos dias, seria como acontece em um filme de aventura, onde o personagem se vê diante de um perigo qualquer, e por um breve instante, se vê sem ação, perplexo diante da situação de perigo. Quando o correto seria pensar em uma resposta rápida, mas na prática, este instante de perplexidade parece ser inevitável.
Foi o que aconteceu comigo ... com a diferença que este instante X durou algumas semanas. Fiquei a deriva, como um garoto tomando "caixotes" na praia, apanhando as sucessivas ondas e lutando para se manter de pé, e assim, sair daquela situação.
Se escrevo agora, é porque consegui me por de pé, o que não significa que consegui vencer o dragão, ou encontrar o túnel de saída, ou ainda, escapar de um prédio em chamas, nem ao menos conseguir pegar uma onda tranqüilamente para a segurança da areia da praia.
Não, estou de pé, sim, mas ainda no meio da correnteza, e esperando a próxima onda.
Já é noite, e percebo que consegui de certa forma, voltar a minha rotina. Rotina é uma palavra que traduz tudo o que eu considerava negativo em termos de expectativa para uma vida. Hoje, a rotina é como um porto seguro. Com ela eu me salvo. Consigo planejar, pensar, meditar, refletir, agir, esperar, tudo isto no conforto da minha rotina planejada e escolhida a dedo.
O problema é que qualquer nota destoante faz esta melodia frágil e instável. Tenho que aprender a contornar esta situação, e fazer um melhor uso destas notas destoantes.
Depois de uma seqüência de notas destoantes, volto pra casa com uma sensação de alívio, por ter novamente, meus dias e horas cuidadosamente previsíveis mas nem por isto, deixam de ser preciosos.
Estava agora mesmo olhando a cidade, ouvindo seus sons, e de uma forma ainda não totalmente digerida por mim, sentindo-me confortável.
O tipo de conforto que, eu acho, posso chamar de lar.